Uma tarjeta que vive entre As Pobres Susanas
Quarta-feira, Junho 18, 2008
As Charlas Linguísticas do Padre Raul Machado
Sexta-feira, Junho 13, 2008
Considerado um dos melhores programas da RTP de sempre, as Charlas Linguísticas do Padre Dr. Raul Machado duraram apenas três anos [1958-1961], por morte do seu autor, mas ficaram na memória de muitos dos primeiros telespectadores. O site da Rádio Televião Portuguesa explica o sucesso do formato na época com o carisma do seu autor, capaz de «motivar o público para temas aparentemente elitistas [como] ensinar a dizer e a escrever». As Charlas em si, vinte neste primeiro volume, são curiosíssimas: explicações simples, com exemplos práticos, para problemas linguísticos do dia-a-dia, excepções honrosas no interior da nossa língua, ou mesmo questões literárias.
Raul Machado, Charlas Linguísticas, volume I, 2.ª edição [a primeira é de 1960, com prefácio do autor aqui incluído], 285 páginas, 16cm x 24cm, Lisboa: Sociedade da Língua Portuguesa, 1998.
Preço: 7,5 €
Disponibilidade: em stock
História dum Livro
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Cochofel
Terça-feira, Abril 15, 2008

Os Passeios do Sonhador Solitário: Almeida Faria encontra Mário Botas em 1982
Quarta-feira, Março 19, 2008

Caneças, 1951
Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

Redol, Uma Fenda na Muralha
Domingo, Fevereiro 24, 2008

montra da esquerda (1)
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

montra da direita (1)
Segunda-feira, Janeiro 28, 2008

O Piolho Viajante
Domingo, Janeiro 20, 2008
Gostamos muito d’O Piolho Viajante, tentamos apanhar todos os que aparecem e quando os conseguimos [falamos por enquanto da edição Estúdios Cor, século XX, encadernada, bela], não chegam a assentar pó aqui na loja: se aparecer mais alguma eu aviso. No Brasil há quem lute pela sua memória, e ei-lo online, completo, para toda a gente: aqui.
António Manuel Couto Viana
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Na sequência de Coração Arquivista (1977), um título feliz para qualquer bibliófilo, António Manuel Couto Viana publicou, em 1980, As (e)vocações Literárias, onde reuniu novamente uma série de crónicas ou «memórias e esboços de estudos literários» anteriormente publicadas em jornais e revistas sobre autores com os quais conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:
- Afonso Lopes Vieira
- Alberto d’Oliveira
- Alfredo Pimenta
- Alfredo Serrano
- Álvaro Benamor
- Américo Cortez Pinto
- António Alves Martins
- António Corrêa d’Oliveira
- António Patrício
- Augusto Lima
- Azinhal Abelho
- Blanco-Amor
- Camilo Castelo Branco
- Eça de Queiroz
- Ernesto Sardinha
- João de Deus e Francisco de Almeida
- João da Rocha
- João Verde
- José de Almada Negreiros
- José Bruges
- José Régio
- Júlio Brandão
- Manuel Lereno
- Odylo Costa, Filho
- Teixeira de Pascoaes
- Teófilo Carneiro
- Vasco de Lima Couto
- Vitorino Nemésio
[… e terminando o volume com alguns textos menos personalizados:]
- Cancioneiros Galantes
- A Poesia Viaja de Comboio
- Os Poetas e o Comércio
- Poesia Militante
- A Sátira à Política na Poesia Portuguesa
- Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa
Se já em Coração Arquivista se tinha debruçado sobre Almada Negreiros (ler aqui), a história que conta n’As (e)vocações Literárias repesca, além de referências ao contexto em que o artista parte para Paris em 1919, os desagradáveis comentários com que Mário Saa, na sua acintosa obra A Invasão dos Judeus, brindou Almada: «um estômago judaico-africano a digerir influências francesas». Suprema afronta: além de judeu, também africano… Sim, porque para Mário Saa, e citando Couto Viana dada a inacessibilidade da obra em questão, «o judeu é o único indivíduo (não sei porque natureza excepcional) capaz de nutrir rancor ao militarismo». Vai daí, Couto Viana termina esta crónica, em que se debruça superficialmente sobre as contradições do pensamento nacionalista de Almada Negreiros, com a reprodução de uma Chanson Patriotique, composta pelo artista em Paris, 1919:
CHANSON PATRIOTIQUE
(Temps de marche militaire
aux femmes de mon pays)
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
de celle qui plaît a Dieu
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
comme la font les vrais animaux
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
Femmes n’oubliez pas
que vous êtes les seules machines
pour faire des soldats!
Ainda sobre Almada, e como apronfudamento de ambas as crónicas de Couto Viana, leia-se a célebre entrevista ao programa Zip-Zip, em 1970, e uma carta inédita, datada de Paris, 1919.

A segunda obra de António Manuel Couto Viana da qual possuímos alguns exemplares é um livro de poesia, Ponto de Não Regresso (poemas datados 1977-1980, obra publicada em 1982), que ainda conserva a cinta original, como se pode ver na imagem. Os poemas são antecedidos por um ensaio de cerca de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. A capa é de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. O livro termina com uma «Súbita Vaidade»:
Detrás das palavras gastas,
Há um ímpeto criador:
Ó leitor que me afastas,
Deves ler-me outra vez, lerás melhor.
Dei sinais, dei avisos, dei memória
Não só de mim.
Poesia transitória?
Quem o disse morreu antes de ver-lhe o fim.
Juntai nova semente aos velhos grãos
De terra fértil, que reguei com pranto.
E recebi, depois, nas próprias mãos,
O fruto acre do meu canto.
Mas se alguém o comer (e a fome é certa!)
Há-de encontrar-lhe um funde de doçura:
O coração atento, a alma aberta
Ao amor e à procura.
Não, não secou ou amornou a fonte
Que em cada livro meu, quente, fluía!
- É estéril e seco o horizonte
De quem ignora a minha poesia!
Refira-se, para terminar, que nem um nem outro livro conheceram 2.ª edição, e que tiveram tiragens de 1000 exemplares (ensaio) e 500 exemplares (poesia). Estamos a comercializá-los a 12€ e a 10€, respectivamente, e os exemplares que possuímos estão, na sua maioria, em óptimo estado.
o homem da direita
Segunda-feira, Dezembro 10, 2007

o alfaiatezinho valente
Sábado, Dezembro 8, 2007
de napa? de pele?
Sábado, Dezembro 8, 2007
Na mui ajanelada livraria da Biblioteca Nacional havia ou há, acanteando a máquina do café, uns belos sofás cor-de-manteiga-de-amendoim onde bate o sol ao fim da manhã.









