Jorge de Sena
Quinta-Feira, Julho 9, 2009



Jorge de Sena, PEREGRINATIO AD LOCA INFECTA. 70 poemas e um epílogo, 1.ª edição, Lisboa: Portugália Editora, 1969. /// N.º 33 da colecção «Poetas de Hoje». XV-191-[11] páginas. 14,5 x 20 cm. Assinatura de posse de um antigo jornalista na folha de rosto, datada de 1976. Bom exemplar. /// Preço: 40 euros.

Peregrinatio ad loca infecta é considerado pelo poeta como um “esparso diário” dos seus exílios americanos, mas abrange também o lugar de exílio que lhe foi a pátria portuguesa. A obra está dividida em quatro blocos espacio-temporais que correspondem às quatro estações da sua peregrinação existencial: Portugal (1950-59), Brasil (1959-65), Estados Unidos da América (1965-69) e Notas de um Regresso à Europa (1968-69). Esta espiral dos tempos e espaços da biografia dá uma visão do modo como o eu biográfico possui uma historicidade que se constrói como errância e destino, como peregrinação pelos lugares inacabados ou imperfeitos do mundo que lhe foi dado viver. [excerto de um texto de Jorge Fazenda Lourenço]
E há um ano, na Fundação José Saramago, Jorge Vaz de Carvalho leu assim o poema da página 108:
Astrigildo Chaves
Terça-feira, Julho 7, 2009
Nota biográfica acerca do misterioso autor, encontrada num catálogo de autores casapianos, editado a propósito da exposição bibliográfica do 156.º aniversário da fundação da Casa Pia:

Margarida Rebelo Pinto, objecto de estudo académico (2004)
Terça-feira, Julho 7, 2009
«The settings are unashamedly middle-class: all the protagonists have cars, credit cards and maids. The maids, secretaries, receptionists, policemen and shop assistants provide background colour but are distinguished from the main characters by their incorrect speech or strong accents, their interior decorating, their clothes and their manners. The bad taste of the lower classes and the nouveaux-riches is described scornfully and gleefully by both characters and narrators: tracksuits, shoes with tassels, extreme mini-skirts, excess cleavage or man-made fabrics. The assumption of what is good taste and what is bad is never questioned. This clear-cut class divide is patronising and perpetuates stereotyped images of both the bourgeoisie and the working class. Relationships that cross class barriers are frowned upon and broken up by the heroines wherever possible.»
Uma análise muito british, por Claire Williams, da Universidade de Liverpool: Não há coincidências? Women’s Writing in Portugal in 1974 and 2004.
«Lesbians are even less visible in this kind of literature. Rebelo Pinto’s plain, overweight, bitter Maria do Carmo falls in love with her sister-in-law Kika, another “Ugly Duckling” (PCN, 80), and leaves her husband. Her behaviour is explained gradually, as details of her past are revealed: her father was a womaniser who beat her mother into submission and abused her sister. Ironically, Maria do Carmo is one of the few characters whose story ends happily. Lina is another lesbian, a peripheral character who is colourful and eccentric, but nobody’s fool. She is described affectionately (?) as “a chefe do bando das fufas de 1,47m, daquelas baixinhas poderosas que, quando levantam o sobrolho, são capazes de silenciar uma sala repleta de homens” (PCN, 209). These portrayals are extreme and cartoon-like, serving to reinforce stereotypical ideas about homosexuals, confirming preconceived ideas about their appearance, their taste and situating them firmly outside the mainstream – “they” are not “people like us”.»
Um artigo para o congresso da Universidade de Utrecht, THE VALUE OF LITERATURE IN AND AFTER THE SEVENTIES: THE CASE OF ITALY AND PORTUGAL, acontecido em 2004.
Casa do Porto em Lourenço Marques, 1952
Sábado, Julho 4, 2009





PEÇA DE COLECÇÃO
CASA DO PORTO. 1.º número comemorativo do V aniversário da sua fundação, Lourenço Marques, 30 de Março de 1952, direcção de António Barradas (médico), 50 páginas, 22 x 28 cm. /// Apesar do ligeiro desgaste sofrido pela capa, permanece um bom exemplar. /// Muito ilustrado. /// Curiosa publicidade da época (mais de três dezenas de anúncios). /// Com uma página de caricaturas da equipa do F.C. Porto (na foto escolhida, vêem-se Barrigana, Alfredo e Carvalho) /// Fotografias da direcção da Casa do Porto em Lourenço Marques, lista dos fundadores, actividades, actos comemorativos, recordações da «metrópole» e textos de vários portistas emigrados: José dos Santos Rocha, Soares Lema, Sarah Pinto Coelho, Amadeu Mesquita Guimarães, etc. /// Para portistas militantes, saudosistas de Moçambique e coleccionadores em geral. /// Preço: 12,50 euros.
Os Camarões 1888
Terça-feira, Junho 30, 2009





Versão do poeta e dramaturgo figueirense Acácio Antunes [1853-1927] de um curioso monólogo em verso de Jacques Normand, Les Écrevisses (consultar aqui o texto original ilustrado), adaptado à realidade portuguesa: Paris torna-se Azeitão.
ACACIO ANTUNES, OS CAMAROES. Monólogo em Verso. Traducção Livre de Les Écrevisses de Jacques Normand, Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão Editores, 1888. /// 15 páginas. 11,5 x 17 cm. Capa com pequenos defeitos. /// Preço: 12 euros.
História das Lotarias em Portugal
Terça-feira, Junho 23, 2009
Primeira edição, com rubrica autógrafa do autor. Trabalho de monta onde, além da contextualização histórica (ensaio inicial, ou antelóquio, com mais de 50 páginas), se publica uma relação de todos os números premiados na lotaria (e respectivos prémios), com as datas e classificações, desde 1854 até 1942. PEÇA DE COLECÇÃO.





José Ribeiro Pinto, História das Lotarias em Portugal, Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil, [cerca de 1942]. 352 páginas. 12 x 19 cm. /// Preço: 20 euros.
«OS ESTICADINHOS» há 58 anos
Terça-feira, Junho 23, 2009

Canções do Rancho Regional «OS ESTICADINHOS», ilustrado com uma fotografia de grupo, 32 páginas, 10,5 x 15,5 cm, Cantanhede, 17 de Agosto de 1951. ///Conjunto de canções editadas em formato de bolso, em 1951, que retratam a fase inicial do grupo fundado em 1935 (e que continua de boa saúde), com o grafismo típico da época. São 30 canções, viras, baladas e fados, com destaque para a autoria das letras e músicas de cada uma. Curiosa brochura, importante para a história etnográfica e musical da região da Gândara e da Bairrada. /// Preço: 13 euros.




Princípios e Preceitos Maçónicos, 1928
Terça-feira, Junho 23, 2009





Brochura desdobrável, de bolso, editada nos alvores do Estado Novo (1928), com a indicação visada pela censura:
PRINCÍPIOS E PRECEITOS MAÇÓNICOS, edição do Grémio Lusitano, com 6 páginas. RARA. Medidas de 6,5 x 10 cm (dobrada) e 19 x 10 cm (desdobrada). Inclui uma lista de «preceitos maçónicos», e outra, «da Maçonaria e seus princípios». /// Preço: 12 euros.
capa não assinada (1975)
Segunda-feira, Junho 22, 2009

A. Rego Cabral, HORA DE ESPERANÇA, Braga: Sociedade de Expansão Cultural, 1975. /// Comentário político, crónicas do pós-25 de Abril, relação com outras «horas de mudança» da política nacional (1128, 1386, 1580, 1640). /// Brochado. 250 páginas (maioria por abrir). 13 x 19,5 cm. /// Preço: 5 euros.
brochura GENERAL MOTORS anos 40/50
Sexta-feira, Junho 12, 2009






GENERAL MOTORS CONTINENTAL, brochura oblonga, texto em francês, documentando superficialmente o processo de fabrico de um automóvel da marca, referindo outros produtos General Motors e a organização industrial da fábrica francesa de Anvers. /// 40 páginas (incluindo a capa), 21,5 x 14 cm. Sem data. Em excelente estado de conservação. /// Preço: 10 euros.
livro-postal
Quarta-feira, Junho 10, 2009
«Vat 69»
Segunda-feira, Junho 8, 2009

Era depois da morte herberto helder
Ia fazer três anos que morrêramos
três anos dia a dia descontados no relógio
da torre que de sombra nos cobriu a infância:
rodas no adro — gira a borboleta que se atira ao ar
o jogo do berlinde o trinta-e-um pedradas
nas cabeças nos ninhos nas vidraças
Foi quando verdadeiramente começou
a conspiração dos líquenes cabelos e avencas
na mina onde molhámos nossos jovens pés
e tirámos retratos para morrer mais uma vez
Os nossos filhos — nós outra vez crianças —
comiam e gostavam de laranjas essas mesmas laranjas
que mordemos em tempos ao chegar nas férias de natal
no quintal que as máximas mãos deixaram já depois abandonado
Era a seguir à morte meu poeta
era na meninice havia festa e na sala da entrada
pensávamos na morte — nunca mais — pela primeira vez
Trincávamos cheirávamos maçãs no muro sobre a praia
roubávamos o balde ou íamos atrás do homem dos robertos
Era nas férias havia o mar e íamos à missa
ouvíamos a campainha e o padre voltava-se para nós
— orate fratres — ou íamos ao cemitério apesar do catitinha
Era depois da morte sobre a plana infância
o primeiro natal o cheiro do jornal
lido na adega ou na casa do forno
sentados pensativos sobre a terra húmida
Era na infância o sol caía enquanto água corria
entre os pés de feijão e os buracos de toupeiras
calcados prontamente pelas botas
soprava o vento e vinha a moinha da eira
o cão comia o bolo e morria debaixo da figueira
e teria sepultura com enterro e cruz e muitas flores
Havia casamentos o meu pai falava
e os noivos deitavam-nos confeitos das carroças
E os registos mistério tempo da prenhez
Era talvez no outono havia asma
havia a festa da azeitona havia os fritos
ao domingo havia os bêbedos estendidos pelas ruas
havia tanta coisa no outono havia o cristovam pavia
Era a primavera o rio rápido subia
os barcos navegavam entre a vinha
e alastrava a sombra e a tarde adensava-se
num espesso e branco nevoeiro de algodão
noite dos candeeiros sombras nas paredes
e minha mãe pegava na espingarda ia à janela
e ouvia-se o chumbo no telhado lá ao longe
O leovigildo o marcolino o sítio do miguel
a sesta a monda das mulheres
a queda do bizarro exposto na igreja
isso e o almoço a saber mal
quando vinham da escola para saber significados
Eram as despedidas de coelhos e galinhas antes das viagens
Eram as festas era o roubo dos melões
era a menstruação oculta da criada
Era talvez em tempo de tormenta
havia ferros entre a palha por baixo da galinha
que chocava os ovos dentro de um velho cesto
eram as nossas casas em adobe
e era o carnaval os bailes os cortejos
Íamos para a praia e eu lia camilo
ouvia o mar bater sem conseguir compreender
como podia estar ali se tinha estado noutro sítio
Era o tempo dos primeiros amores
eu via o pavão adoecia e só muito mais tarde lia
o trecho que me competia entre as amadas raparigas
A casa não ficava muito longe dos montes
não havia a cidade nem os outros
punham ainda em causa o meu reino de deus
senhor de tudo o que depois não tive
Era depois da morte ou era antes da morte?
Mas haveria morte verdadeiramente?
Lia o paulo e virgínia chorava e perguntava
se tudo aquilo tinha acontecido
Era o meu pai era esse sonhador incorrigível
sem nunca mais saber que havia de fazer dos dias
Eram as folhas novas eram os perdigotos
saídos não há muito ainda da casca
Era era tanta coisa
Seria realmente após a morte herberto helder

[páginas 74 a 76]
Ruy Belo, Antologia Poética. CIDADÃO DE LONGE E DE NINGUÉM, prefácio e selecção de poemas de Maria Jorge Vilar de Figueiredo, fotografia da sobrecapa de Duarte Belo, Círculo de Leitores, Lisboa, 1999. /// Cartonado com sobrecapa, 238 páginas, 15 x 22 cm. /// Preço: 12 euros (vendido).
(duas adendas à lista anterior)
Segunda-feira, Junho 8, 2009
Mais duas contribuições para a história da indústria portuguesa (vide post anterior):
OPERÁRIOS DE LISBOA na Vida e no Teatro (1845-1870), de Fernando António Almeida, Caminho, Lisboa, 1994. /// 423 páginas, ilustrado, 14,5 x 21 cm. /// Preço: 10 euros.
A FORMAÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA PORTUGUESA. Antologia da Imprensa Operária (1850-1934), de Maria Filomena Mónica, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 1982. /// 548 páginas, ilustrado, 15,5 x 22,5 cm. /// Preço: 10 euros.
para a história da indústria portuguesa
Sábado, Maio 30, 2009

ASPECTOS DA VIDA INDUSTRIAL PORTUGUESA. Artigos Técnicos publicados no «Diário de Notícias», por ALBANO DE SOUSA, com prefácio de José Maria Álvares, Lisboa: Associação Industrial Portuguesa, 1930. /// Inclui um cartão da direcção da Associação Industrial Portuguesa, com uma nota manuscrita (provavelmente por José Maria Alvares), e no final meia dúzia de recortes de jornal sobre Olhão e pescas. /// 146 páginas. 16,5 x 24 cm. Brochado. Capa manchada. /// Preço: 12 euros.


A ORGANIZAÇÃO DA INDÚSTRIA e do comércio de exportação de conservas da Noruega. Publicação patrocinada pela «União dos Conserveiros de Matozinhos», revertendo o produto em favor da propaganda sobre a indústria de conservas do nosso país, impresso em Setúbal, Outubro de 1930. /// 20 páginas. 17 x 22 cm. /// Preço: 10 euros.



PÊRO PINHEIRO E A INDÚSTRIA DA PEDRA. Monografia apresentada ao Instituto do Serviço Social (Curso de Educadoras Familiares) em 12-VII-1943 pela aluna MARIA JOSÉ DE SALDANHA BANDEIRA ENNES, separata do «Jornal de Sintra», Lisboa, 1944. /// Capa (17 x 21,5 cm) alberga miolo desdobrável (41 x 15,5 cm). 18 páginas. /// Preço: 12 euros.

A INDÚSTRIA PORTUGUESA: subsídios para a sua história, de ESTEVES PEREIRA, com um ensaio económico-social sobre as corporações e mesteres por Carlos da Fonseca, capa de Manuel Dias, Lisboa: Guimarães, 1979. /// Colectânea de três artigos publicados na revista «Ocidente», entre 1897 e 1900. /// 190 páginas, 14,5 x 21 cm, brochado, com um “selo” de biblioteca pessoal na lombada. /// Preço: 8 euros.

ARTESÃOS E OPERÁRIOS. Indústria, Capitalismo e Classe Operária em Portugal (1870-1934), de MARIA FILOMENA MÓNICA, Lisboa: Instituto de Ciências Sociais, 1986. /// 228 páginas, ilustrado, 14 x 21,5 cm. /// Preço: 12 euros.
OS GRANDES PATRÕES DA INDÚSTRIA PORTUGUESA, de MARIA FILOMENA MÓNICA, Lisboa: Publicações D. Quixote, 1990. /// 343 páginas, 16 x 23,5 cm. Com sublinhados a lápis. /// Preço: 10 euros.
Dois estudos sociológicos de Maria Filomena Mónica, o primeiro sobre grupos especializados de artesãos/operários — capítulos sobre chapeleiros (”a morte de uma aristocracia operária”), vidreiros (Marinha Grande), metalúrgicos (Lisboa) e tecelões do algodão (”operários fabris”) —, o segundo dando protagonismo a empresários-chave da indústria portuguesa das últimas décadas, um capítulo para cada um dos entrevistados: Américo Amorim, António Queiroz e Mello, António Raposo de Magalhães, Belmiro de Azevedo, Elísio Soares dos Santos, Francisco Almeida Garrett, Henrique Neto, João Vaz Guedes, Jorge de Mello, Jorge Rocha de Matos, José de Abreu, José António Barros, Manuel Rosende Salgado, Manuel Violas, Nelson Quintas, Vasco Quevedo Pessanha.


(adenda)
Camilo na TV
Sábado, Maio 30, 2009
Hoje no EXPRESSO, na sua coluna «Ao Pé da Letra», António Guerreiro destaca uma nova abordagem da Difel ao universo de Camilo, mais próxima do “modelo telenovela”.
Nada que se compare àquele Eça de há 25 anos (erotismo nórdico meets praia de Albufeira), ou mesmo a um Camilo de 1979, relançado com sobrecapa pela Parceria A. M. Pereira:


«Os batráquios no conceito popular e na superstição»
Sexta-feira, Maio 29, 2009

FELGUEIRAS, Guilherme. TEMAS ETNOGRÁFICOS E FOLCLÓRICOS. Separata de «Estremadura», Boletim da Junta de Província, n.ºs 38/40, Lisboa, 1955. /// Autografado pelo autor com dedicatória a Hernâni Cidade. /// 33 páginas. 19 x 26 cm. /// Preço: 15 euros.






* * *
Guilherme Felgueiras (1890-1990), longevo etnógrafo e folclorista português, autor do estimado Cancioneiro Popular Transmontano e Alto-Duriense (1966). /// Na revista Lusitânia – disponível online na Biblioteca Digital Camões (primeira série, até 1943) e no Centro de Tradições Populares Portuguesas (segunda série, a partir de 1981) —, publicou os seguintes “bosquejos etnográficos”:
* Para um panorama histórico e político da etnografia portuguesa no século XX, sugere-se a consulta do artigo de Jorge Freitas Branco, «A fluidez dos limites: discurso etnográfico e movimento folclórico em Portugal», publicado na revista Etnográfica do ISCTE (outra importante disponibilização online de uma revista académica), e aqui em pdf. Começa assim:
Desde o último quartel de Oitocentos até à implantação da República
emerge, afirma-se e tem o seu apogeu uma geração original de figuras
intelectuais. Estas criam um interesse específico pelas coisas do povo,
articuladas como uma causa etnográfica, e têm sido designadas como
“geração fundadora”, “pioneira”, “mestres” ou ainda “protagonistas” da
primeira etnografia portuguesa.
Etiqueta e afins /// adenda*
Quinta-Feira, Maio 28, 2009
* Adenda a uma entrada anterior, lista de vários manuais de etiqueta, boas maneiras, protocolo, correspondência, vida prática e «tarefas domésticas», dirigidos a um público (principalmente) feminino.
* * *
Começando por Augusto da Costa (1899-1954), corporativista, autor de literatura light e amigo de Fernando Pessoa:





COSTA, Augusto da. MIQUELINA, RAPARIGA MODERNA. (crónicas). Lisboa: Livraria Popular de Francisco Franco, 1942. /// 234 páginas, 12,5 x 19 cm. /// Crónicas de costumes (originalmente publicadas em jornal?), romanceadas, com diversos apontamentos de etiqueta e protocolo. Houve uma sequela, Miquelina casada, em 1943. /// Preço: 10 euros.
* * *
Prosseguindo com a mini-enciclopédia social de Maria Amália Vaz de Carvalho (1847-1921):







CARVALHO, Maria Amália Vaz de. A ARTE DE VIVER NA SOCIEDADE. 6.ª edição. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 1924. /// 254 páginas. 12,5 x 19 cm. Encadernação editorial em tela sintética, gravada (dourados sumidos). Antiga assinatura de posse na folha de rosto. /// Preço: 12 euros.
* * *
E terminando com um tom mais autoritário, o número XIV da Bibliotheca da Infancia, com vista à formação de heróis patriotas:



CUMPRE O TEU DEVER. Lições, preceitos e exemplos para formar o bom cidadão. LEITURAS PATRIÓTICAS, baseado num original de Samuel Smiles, adaptação de V. Ribeiro, Lisboa: Edição da Casa de Alfredo David Encadernador, 1914. /// 187 páginas, 10 x 17 cm. Ilustrado com dezenas de gravuras. /// Encadernação editorial em percalina, em óptimo estado. Miolo com algumas anotações. /// Preço: 15 euros.
micro-anúncio no jornal Comércio do Porto, terça-feira, 25 de Junho de 1974
Quinta-Feira, Maio 21, 2009




