Judith Teixeira

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Desde 2005 que existe um blog dedicado a Judith Teixeira, com o nome da revista que esta poetisa dirigiu, a EVROPA. Muito interessantes a bibliografia passiva ali digerida, bem como a análise de inúmeras ligações de Judith Teixeira às figuras da cultura e contracultura portuguesas da primeira metade do século XX. Da autoria do professor viseense Martim de Gouveia e Sousa.

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Hidro Eléctrica do Cávado S.A.R.L. / APROVEITAMENTO DOS RIOS CÁVADO E RABAGÃO / Escalão de Venda Nova / 1950 / Obras Definitivas — Folha única desdobrável em 48 páginas de 13 x 21 cm cada: planos de engenharia e arquitectura, dos estaleiros, da central, das tubagens; com desenhos, fotografias e mapas. /// Preço: 12 euros.

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Casa Pia

Quinta-Feira, Julho 23, 2009

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DICIONÁRIO DO CALÃO CASAPIANO, compilação de Eduardo dos Santos, Manuel Passetti e Fernando Cardote, com desenhos de António Bernardo e capa de Gil Teixeira Lopes, Lisboa: Casa Pia, 1976. /// 160 páginas, ilustrado, 14 x 20,5 cm. /// Preço: 15 euros.

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CATÁLOGO DE AUTORES CASAPIANOS. Catálogo de uma exposição bibliográfica relalizada por ocasião das comemorações do 156.º aniversário da fundação da Casa Pia de Lisboa, com as bio-bibliografias sintéticas de, pelo menos, sessenta (60) autores «casapianos», entre os quais Cândido de Oliveira, Cosme Damião, Luz Soriano, Astrigildo Chaves, etc. /// Impresso em 1935, nas oficinas gráficas de M. Nunes Salvador (ex-aluno da Casa Pia). /// 25 páginas. 13,5 x 21,5 cm. Possui uma nota manuscrita em papel à parte, provavelmente de anterior proprietário, a quem foi oferecido o catálogo, sobre um livro escrito por um casapiano. /// Invulgar. /// Preço: 8 euros.

Um opúsculo de Herculano de 1837

Segunda-feira, Julho 20, 2009

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A Voz do Propheta é a primeira publicação de Alexandre Herculano (1810-1877) a ter impacto, e consequências, públicas. Texto de cariz político e religioso, foi publicado anonimamente, como defesa do cartismo, a pretexto da abolição da Carta Constitucional pelos Setembristas. Herculano, que havia jurado fidelidade à Carta, pedira a demissão do cargo que ocupava como bibliotecário, no Porto, e partiu para Lisboa, onde faz publicar o opúsculo.

Data de Novembro de 1836 a primeira série d’A Voz do Propheta, e em Fevereiro do ano seguinte sai a segunda série. Apesar de partilharem título e temática, são duas publicações distintas e independentes uma da outra, bastante raras em primeira edição.

Na sua forma e estilo, segundo os historiadores sclabitanos Jorge Custódio e José Manuel Garcia explicam na introdução à edição crítica dos Opúsculos de Herculano, foram textos inspirados numa obra de Lamennais:

Regressando a Lisboa e desejando atacar violentamente a situação dominante, [Herculano] decidiu-se a redigir uma obra contundente, e que pudesse alcançar um sucesso idêntico ao que Paroles d’Un Croyant, de Lamennais, tivera em França dois anos antes. Esta, escrita em estilo bíblico, defendia ideais democráticos e fora objecto de duas traduções portuguesas em 1836, uma das quais de António Feliciano de Castilho, que para ela escreveu um prefácio datado de 1835. Mas se as Paroles d’Un Croyant são a fonte mais próxima de inspiração de Herculano, por sua vez este dá à sua obra uma caracterização própria e um sentido contrário, defendendo a Carta Constitucional de uma forma exacerbada contra as atitudes das massas populares que participaram na revolução de Setembro.

A Voz do Propheta é, para lá de um documento vincadamente caracterizado pelo seu espírito político e de combate ideológico, a expressão do Romantismo de Herculano através de uma forma egocêntrica e aceitando o cristianismo como uma religião que corresponde às necessidades do homem.

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Esta é a primeira edição da segunda série d’A Voz do Propheta:

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A VOZ DO PROPHETA. Segunda Série, Lisboa: na Typografia Patriótica, de C. J. da Silva e Comp.ª, 1837. /// 13 x 19 cm. Com capas de brochura (e ainda atado com o cordel oitocentista). 32 páginas. Bom estado (picos de humidade limitados à primeira e última páginas). /// Raro. /// Preço: 160 euros.

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Os opúsculos de Alexandre Herculano ocupam um lugar importante na sua obra, e ajudam a perceber como ele se foi posicionando perante a política, a sociedade, a cultura e as instituições do seu tempo, ao longo da sua vida pública. Como é sabido, o autor isolou-se do mundo numa quinta em Vale de Lobos (donde lhe veio a alcunha de «Lobo do Vale»), em 1867, tendo-se dedicado à agricultura e à produção de azeite (o «Azeite Herculano» foi premiado na Exposição Universal de Paris de 1876).

Ramalho Ortigão, ao escrever-lhe o obituário, em 1877 — publicado no volume III das Farpas —, afirma que Herculano estava “morto” desde 1867, ano em que resolveu partir-para-não-voltar de Vale de Lobos:

O dia do nosso grande luto nacional não é aquele em que expirou o solitário ilustre, mas sim aquele em que deixou de existir para o vertiginoso bulício da vida pública o ardente escritor, que no seio da multidão flutuante, estrepitosa, leviana, indiferente, pérfida, traiçoeira, ingrata, lançava às praças e às ruas públicas, lamacentas e sórdidas, as suas ideias de cada dia, nobres, castas, desinteressadas, aladas pelo alfabeto tipográfico, adejando sobre as imundícies e sobre as dejecções da cidade, como douradas abelhas impolutas, que vão de alma em alma sacudindo das asas luminosas em pólen diamantino a divina verdade.

Nesses primeiros anos de vida agrícola, o grande historiador foi várias vezes desafiado pelos seus editores, os Bertrand, a coligir e reeditar os numerosos opúsculos que fora publicando desde 1836. O autor acedeu, no início da década de 70, e finalmente em 1873 lá veio a lume o primeiro volume, rapidamente esgotado. A edição constaria de dez volumes, mas apenas os três primeiros preparados por Herculano, sendo os restantes sete póstumos (o último data de 1908).

A Biblioteca Nacional tem a primeira edição dos Opúsculos (bem) digitalizada e acessível online, mas não só: estão lá também, integralmente disponíveis online, a incontornável História de Portugal, as Lendas e Narrativas, o Eurico, o Presbítero, e a História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, entre outros (total de 12 títulos). Consulte-se a lista completa aqui.

É curioso, por exemplo, cotejar a primeira edição d’A Voz do Propheta, com a que Herculano preparou para os Opúsculos (conferir a partir da página 77 do primeiro volume), 37 anos depois. Há pequenas alterações estilísticas, visíveis logo nos primeiros parágrafos:

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1837:

Lisboa, Cidade de marmore e de granito, rainha do oceano, tu és a mais formosa entre as cidades do mundo. /// A brisa, que varre os teus outeiros, é pura como o céu azul, que se espelha no teu amplo porto, semelhante a um grande mar.

1873:

Lisboa, cidade de marmore, rainha do oceano, tu és a mais formosa entre as cidades do mundo. /// A brisa que varre os teus outeiros é pura como o céu azul, que se espelha no teu amplo porto, semelhante a grande mar.

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Os Opúsculos em 10 volumes foram inúmeras vezes reeditados, tais como as restantes obras de Herculano, pela sua editora de sempre (Bertrand) até 1982, ano em que a obra entrou no domínio público. Nesse ano, a Editorial Presença iniciou a publicação de uma edição crítica dos Opúsculos, da autoria dos já citados Jorge Custódio e José Manuel Garcia, pensada para condensar os 10 volumes da edição Bertrand em apenas cinco, aos quais se acrescentariam outros três que reuniriam artigos dispersos por jornais e revistas, polémicas, inéditos e esparsos, tais como os Estudos Sobre o Casamento Civil (volume VI). Desses oito volumes planeados, só seis foram publicados, e é de assinalar que hoje, no site da Editorial Presença, não haja uma única referência nem a Herculano nem aos seus Opúsculos, há muito esgotados:

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Alexandre Herculano, OPÚSCULOS. Edição Crítica, em 6 volumes, com organização, introdução e notas de Jorge Custódio e José Manuel Garcia, Lisboa: Editorial Presença, 1982-1987. /// 17 x 24 cm (para cerca de 14 cm de estante). N.º de páginas por volume: 438+324+306+507+287+206. Brochados. Bom estado. /// Preço: 60 euros.

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JOSÉ LINS DO REGO, Riacho Doce, 1.ª edição, Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1939. /// Brochado. 372 páginas. 12,5 x 19 cm. Com uma belíssima capa do pintor Santa Rosa. /// Bom estado de conservação, apenas com alguns pontos de oxidação num reduzido número de páginas. /// Preço: 20 euros.

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Na compra deste livro, oferta do n.º 10 dos Cadernos de Divulgação Luso-Brasileira, número dedicado a José Lins do Rego, da autoria de Victor Santos (assinado pelo autor com dedicatória), 14 páginas, 13 x 18,5 cm, Lisboa, Livraria Portugal, s. d.:

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Capa de Figueiredo Sobral:

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Maria da Graça Freire, A Terra Foi-lhe Negada, 1.ª edição, colecção Contemporânea da Portugália Editora, Lisboa, 1958. /// Capa de Figueiredo Sobral. Óptimo exemplar. 296 páginas. 13 x 19,5 cm. /// Preço: 12 euros.

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postal da E. N. P. (1965)

Quinta-Feira, Julho 16, 2009

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ganhar dinheiro com galinhas

Quinta-Feira, Julho 16, 2009

«Livreiros d’antanho»? Mas se a Barateira ainda existe… Pois é, mas encontra-se num estado semi-comatoso e já não edita pérolas como esta:

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COMO SE GANHA DINHEIRO CRIANDO ANIMAIS DOMÉSTICOS tais como galinhas, coelhos, pombos, patos, perús, porcos, etc., e contendo grande número de receitas para a cura de diversas doenças que atacam estas espécies, coordenação de Júlio Guimarães, 28 páginas, 13 x 19 cm, N.º 20 da Colecção Doméstica da Livraria Barateira, Lisboa, [sem data].  /// Preço: 5 euros.

Prosseguindo o nosso inventário não-exaustivo das ilustrações e capas exuberantes realizadas pelo pintor Figueiredo Sobral, nos anos 50 e 60, aqui ficam mais duas, de Stevenson e Paton:

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Robert Louis Stevenson, O EVADIDO [título original: St. Ives], tradução de Nascimento Rodrigues, n.º 41 da colecção Biblioteca dos Rapazes da Portugália Editora, Lisboa, 1961. /// 271 páginas. Brochado. 12,5 x 19 cm. /// Capa de Figueiredo Sobral. /// Preço: 5 euros.

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Alan Paton, CHORA, TERRA BEM AMADA! [título original: Cry, Beloved Country], tradução de A. dos Santos Matias, colecção Século XX, Lisboa: Publicações Europa-América, 1958. /// Brochado. 412 páginas. 14,5 x 18,5 cm. /// Capa de Figueiredo Sobral. /// Preço: 5 euros.

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José Maria de Figueiredo Sobral [Lisboa, 1926], pintor, estudou na António Arroio (teve como professores Lino António, Paula Campos e Rodrigues Alves), trabalhou em publicidade e ilustração, no Diário de Notícias e na Empresa Nacional de Publicidade. /// Autor de vasta obra artística (pintura, escultura, desenho, tapeçaria, gravura, cerâmica, cinema, teatro, poesia), conviveu com o grupo Surrealista (auto-definiu-se como «surrealista barroco»), co-fundou a revista Minotauro. /// Preso várias vezes por críticas ao regime salazarista.

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Sei que ilustrou uma Alice No País das Maravilhas, mas só conheço esse trabalho em 2.ª mão (através de um site que reúne vários ilustradores de Alice).

Também encontrei uns desenhos para Ary dos Santos aqui.

Miguel Torga

Sábado, Julho 11, 2009

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Miguel Torga, CÂMARA ARDENTE. Poemas, 1.ª edição, Coimbra: edição do autor, 1962. /// Brochado. 86 páginas. 14 x 18,5 cm. Bom exemplar, apesar de ocasionais picos de humidade. /// Preço: 75 euros.

Jorge de Sena

Quinta-Feira, Julho 9, 2009

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Jorge de Sena, PEREGRINATIO AD LOCA INFECTA. 70 poemas e um epílogo, 1.ª edição, Lisboa: Portugália Editora, 1969. /// N.º 33 da colecção «Poetas de Hoje». XV-191-[11] páginas. 14,5 x 20 cm. Assinatura de posse de um antigo jornalista na folha de rosto, datada de 1976. Bom exemplar. /// Preço: 40 euros (vendido).

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Peregrinatio ad loca infecta é considerado pelo poeta como um “esparso diário” dos seus exílios americanos, mas abrange também o lugar de exílio que lhe foi a pátria portuguesa. A obra está dividida em quatro blocos espacio-temporais que correspondem às quatro estações da sua peregrinação existencial: Portugal (1950-59), Brasil (1959-65), Estados Unidos da América (1965-69) e Notas de um Regresso à Europa (1968-69). Esta espiral dos tempos e espaços da biografia dá uma visão do modo como o eu biográfico possui uma historicidade que se constrói como errância e destino, como peregrinação pelos lugares inacabados ou imperfeitos do mundo que lhe foi dado viver. [excerto de um texto de Jorge Fazenda Lourenço]

E há um ano, na Fundação José Saramago, Jorge Vaz de Carvalho leu assim o poema da página 108:

Astrigildo Chaves

Terça-feira, Julho 7, 2009

Nota biográfica acerca do misterioso autor, encontrada num catálogo de autores casapianos, editado a propósito da exposição bibliográfica do 156.º aniversário da fundação da Casa Pia:

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«The settings are unashamedly middle-class: all the protagonists have cars, credit cards and maids. The maids, secretaries, receptionists, policemen and shop assistants provide background colour but are distinguished from the main characters by their incorrect speech or strong accents, their interior decorating, their clothes and their manners. The bad taste of the lower classes and the nouveaux-riches is described scornfully and gleefully by both characters and narrators: tracksuits, shoes with tassels, extreme mini-skirts, excess cleavage or man-made fabrics. The assumption of what is good taste and what is bad is never questioned. This clear-cut class divide is patronising and perpetuates stereotyped images of both the bourgeoisie and the working class. Relationships that cross class barriers are frowned upon and broken up by the heroines wherever possible.»

Uma análise muito british, por Claire Williams, da Universidade de Liverpool: Não há coincidências? Women’s Writing in Portugal in 1974 and 2004.

«Lesbians are even less visible in this kind of literature. Rebelo Pinto’s plain, overweight, bitter Maria do Carmo falls in love with her sister-in-law Kika, another “Ugly Duckling” (PCN, 80), and leaves her husband. Her behaviour is explained gradually, as details of her past are revealed: her father was a womaniser who beat her mother into submission and abused her sister. Ironically, Maria do Carmo is one of the few characters whose story ends happily. Lina is another lesbian, a peripheral character who is colourful and eccentric, but nobody’s fool. She is described affectionately (?) as “a chefe do bando das fufas de 1,47m, daquelas baixinhas poderosas que, quando levantam o sobrolho, são capazes de silenciar uma sala repleta de homens” (PCN, 209). These portrayals are extreme and cartoon-like, serving to reinforce stereotypical ideas about homosexuals, confirming preconceived ideas about their appearance, their taste and situating them firmly outside the mainstream – “they” are not “people like us”.»

Um artigo para o congresso da Universidade de Utrecht, THE VALUE OF LITERATURE IN AND AFTER THE SEVENTIES: THE CASE OF ITALY AND PORTUGAL, acontecido em 2004.

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PEÇA DE COLECÇÃO

CASA DO PORTO. 1.º número comemorativo do V aniversário da sua fundação, Lourenço Marques, 30 de Março de 1952, direcção de António Barradas (médico), 50 páginas, 22 x 28 cm. /// Apesar do ligeiro desgaste sofrido pela capa, permanece um bom exemplar. /// Muito ilustrado. /// Curiosa publicidade da época (mais de três dezenas de anúncios). /// Com uma página de caricaturas da equipa do F.C. Porto (na foto escolhida, vêem-se Barrigana, Alfredo e Carvalho) /// Fotografias da direcção da Casa do Porto em Lourenço Marques, lista dos fundadores, actividades, actos comemorativos, recordações da «metrópole» e textos de vários portistas emigrados: José dos Santos Rocha, Soares Lema, Sarah Pinto Coelho, Amadeu Mesquita Guimarães, etc. /// Para portistas militantes, saudosistas de Moçambique e coleccionadores em geral. ///  Preço: 12,50 euros.