
BREVES OBSERVAÇÕES ACERCA DO QUE
DO EXERCITO
E PARTICULARMENTE DA ARMA D’ARTILHERIA
DISSE NA CAMARA DOS SENHORES DEPUTADOS EM SESSÃO DE 17 DE DEZEMBRO DE 1865 O SENHOR DEPUTADO
JOSÉ PAULINO DE SÁ CARNEIRO
CORONEL DO 7.º REGIMENTO D’INFANTERIA
Texto não assinado, contestando a intervenção na Câmara dos Deputados do Coronel Sá Carneiro, que terá feito «uma verrina contra o exército e, mais particularmente, contra as armas scientificas; e entre estas a artilheria [que] foi triturada, polvorisada, e reduzida à nulidade». Em brochura. Final do texto tem a data de 24 de Dezembro de 1865. 30 páginas. 13,5 x 20,5 cm. Picos de humidade. Bom estado geral. Lisboa: Typographia Universal, 1866.
Preço: 12 euros.
Conselhos d’um Medico (1905)
[12Mai12]
PARA OS NOSSOS FILHOS
LEREM AOS 18 ANNOS
CONSELHOS D’UM MEDICO
ALFREDO FOURNIER
Meus amigos, eis-vos chegados a uma edade, que já não é a infancia nem sequer a adolescencia. A aurora de uma epoca differente annuncia-se em vos por um conjuncto de signaes que sao os apanagios de uma virilidade proxima. N’uma palavra, ides ser homens.
Traduzido do francez. 3.ª edição (1905). 44 páginas. 12 x 16 cm. Sem menção de tradutor, local de publicação ou editor, mas com indicação para distribuição gratuita.
Preço: 10 euros.
O Perigo das Paixões Indiscretas (1815)
[10Mai12]
O PERIGO DAS PAIXÕES INDISCRETAS
CONTO ALLEGORICO
MADAMA D’UNCY
Traduzido por António Maria do Couto (1778-1843), professor de grego, tradutor de Homero, Voltaire, Marmontel, Mme. d’Aulnoy, e biógrafo de Bocage e José Agostinho de Macedo.
Com uma nota do tradutor. (vi)-72 páginas. 11 x 15,5 cm. Capa de papel da época. Com pequenos defeitos normais para a idade. Produção XL. Lisboa: na Impressão de J.F.M. de Campos, 1815. Há notícia de uma primeira edição em 1803, com um subtítulo mais desenvolvido: Conto allegorico e moral para serviço de lição à Mocidade.
Preço: 15 euros.
HUMBERTO DELGADO
[06Abr12]


GENERAL HUMBERTO DELGADO
Candidato Nacional à Presidência da República
Conjunto de materiais políticos de propaganda e contra-propaganda, efémeros, da campanha presidencial do General Humberto Delgado, em 1958: o folheto desdobrável As Aventuras do “Homem Sem Medo”. Grande Fita em Episódios (anti-Delgado, com imagens da campanha em Aveiro, Mirandela e Vila Real, 44 x 31 cm); uma brochura proclamando-o candidato (32 páginas por abrir, 14,5 x 21 cm, ilustrada, inclui elementos biográficos e propostas políticas), e uma folha-volante (10 x 15 cm, impressa de ambos os lados), de mais que provável distribuição nas ruas. Completa o conjunto o cartão de visita do General, não assinado.
RARO.
Preço: 50 euros.
EL CASO HUMBERTO DELGADO
SUMARIO DEL PROCESO PENAL ESPAÑOL
Edição de
JUAN CARLOS JIMÉNEZ REDONDO
El 24 de Abril de 1965 se descubren en Villanueva del Fresno, muy cerca de la frontera portuguesa, los cadáveres de un hombre y una mujer, identificados como el general luso Humberto Delgado y su secretaria Arajaryr Moreira de Campos. Tras un largo y laborioso proceso de investigación, el juez especial Crespo Márquez consigue reunir las pruebas incriminatorias suficientes para imputar ambos delitos a agentes de la policía política del régimen de Oliveira Salazar.
455+(7) páginas. 17 x 24 cm. Série Estudos Portugueses, n.º 17. Ilustrado com fotografias do local onde foram descobertos os cadáveres ocultados pela PIDE. Exemplar como novo. Mérida: Gabinete de Iniciativas Transfronteirizas da Junta de Extremadura, 2001.
Preço: 20 euros.
HUMBERTO DELGADO (1906-1965)
memória
Brochura publicada aquando da transladação dos restos mortais do General Humberto Delgado para o Panteão Nacional, em 1990. Textos de Iva Delgado. Ilustrado com fotografias. Inclui cronologia biográfica. 28 páginas. Papel couché. 21 x 21 cm. Lisboa: Instituto Português do Património Cultural, 1990.
Preço: 15 euros.


CATÓLICOS E POLÍTICA
DE HUMBERTO DELGADO A MARCELLO CAETANO
PADRE JOSÉ DA FELICIDADE ALVES (org.)
Colectânea de documentos políticos relevantes (1958-1969), com destaque para a carta de um grupo de católicos ao jornal Novidades, assinada por, entre outros, João Bénard da Costa, Nuno Bragança, Nuno Portas, António Alçada Baptista, Pedro Tamen e José Escada, ou a carta do Bispo do Porto a Salazar, em 1958.
Edição e apresentação do Padre José da Felicidade Alves. 287 páginas. 11,5 x 18 cm. Sem data. Impresso em Lisboa. Exemplar manuseado.
Preço: 12 euros.

UNIÃO NACIONAL
A CAMPANHA ELEITORAL DE 1961
DOCUMENTOS POLÍTICOS
Discursos, comunicados e notas avulsas sobre política, finanças, economia, trabalho e organização corporativa, previdência e habitação, sáude e assistência, e educação. 239 páginas. 15 x 21 cm. Com assinatura do Presidente da Comissão Executiva, Veiga de Macedo.
Preço: 15 euros.

DISCURSO FÚNEBRE
QUE NAS EXÉQUIAS SOLEMNES MANDADAS CELEBRAR
PELA ALMA DO ILL.mo EX.mo SR.
VISCONDE DA CORISCADA
NO DIA 12 DE JUNHO DE 1876 POR ALGUNS DE SEUS AMIGOS POLÍTICOS
RECITOU O PADRE…
FRANCISCO MENDES ALÇADA DE PAIVA
Um discurso fúnebre por alma de Francisco Joaquim da Silva Campos Melo (1824 – 1876), 1.º Visconde da Coriscada, importante industrial de lanifícios na Covilhã e antepassado do poeta E. M. de Melo e Castro. Com 16 páginas (por abrir), e 14 x 22 cm. Publicado em Lisboa, pela Livraria Catholica, em 1876.
Preço: 12 euros.
A SOJA, sua cultura e usos
[03Out11]

A SOJA
SUA CULTURA E USOS
ARTUR CASTILHO
Capa assinada «Ribeiro». Ilustrado. 15 páginas. 14 x 20 cm. Em excelente estado de conservação. Colecção Campanha da Produção Agrícola, série B, n.º 17. Serviço editorial da Repartição de Estudos, Informação e Propaganda do Ministério da Economia / Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, 1942.
Preço: 10 euros.
O Fadinho Aristocrata
[31Ago11]
Camarões /// 1888
[31Ago11]


OS CAMAROES
Monólogo em Verso
Traducção Livre de Les Écrevisses de Jacques Normand
ACACIO ANTUNES
Versão do poeta e dramaturgo figueirense Acácio Antunes [1853-1927] de um curioso monólogo em verso de Jacques Normand, Les Écrevisses (consultar aqui o texto original ilustrado), adaptado à realidade portuguesa: Paris torna-se Azeitão.
15 páginas. 11,5 x 17 cm. Capa com pequenos defeitos. Lisboa: Tavares Cardoso & Irmão Editores, 1888.
Preço: 10 euros.

APROVEITAMENTO DA POUPANÇA NACIONAL
EM BENEFÍCIO DA COLECTIVIDADE,
POR MEIO DOS CERTIFICADOS DE AFORRO
Brochura promocional da Junta do Crédito Público, que anuncia as vantagens dos recém-criados Certificados de Aforro:
«Quis-se preencher, por meio dos certificados de aforro, uma lacuna de há muito verificada, e que se traduz na fuga ou quiçá no desinteresse das pequenas economias pelo rendimento comercial dos dinheiros resultantes da poupança, conseguida muitas vezes à custa de tantos sacrifícios.
Sente-se e é notório o afastamento da circulação real de vários capitais, amealhados ou entesourados, à maneira antiga, nas impenetráveis burras à prova de fogo, ou mais poèticamente, em esconderijos cujo segredo passa de geração em geração ou ainda guardados na palha dos colchões, em pés-de-meia ou em panelas de barro, algumas vezes cautelosamente emparedadas.
Esse dinheiro, ciosamente imobilizado na melhor das intenções, previdentemente guardado para as incertezas do dia de amanhã, não vê a luz do sol nem se lhe dá o calor da utilidade para que foi criado no interesse de cada um, seu possuidor, em particular, e da comunidade em geral; torna-se, na conjectura económica, um elemento de perturbação e transforma afinal, em improdutiva avareza, um belo sentimento de previdência que está na base da poupança e que bem entendido, deve ser estimulado e acarinhado como factor de riqueza nacional.»
Etc.
Comparar aqui com a descrição actual do IGCP. /// Raro folheto de 8 páginas + capa ilustrada. Agrafado. 10,5 x 15 cm. Composto e impresso na Tipografia Portuguesa, Lisboa, 1961.
Preço: 10 euros.


DOIS ARQUIVOS DE RECORTES DE JORNAL
Ilustrações Humorísticas
JOSÉ DE LEMOS e outros
Dois cadernos de 22 x 39,5 cm, de 44 e 70 páginas, de encadernação caseira, repletos de recortes de ilustrações humorísticas publicadas em jornais portugueses. Um dos cadernos, o mais pequeno, é exclusivamente dedicado ao ilustrador JOSÉ DE LEMOS. O outro caderno, além de José de Lemos («Riso Amarelo», «Postais Inconvenientes» e «Conheça a Sua Terra»), tem ainda Hank Ketcham («Luís, o traquinas»), Bill Harrison («Quem é que…»), pouco Carlos Marques (duas ilustrações das «Perguntas Desnecessárias»), e vários ilustradores estrangeiros.
A rubrica mais representada, em ambos os cadernos, é o «Riso Amarelo», de JOSÉ DE LEMOS (mais de 270 ilustrações).
Preço do conjunto: 35 euros.
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Sobre JOSÉ DE LEMOS (1910-1995), ler aqui duas breves evocações de Alice Vieira e Baptista Bastos.

«LIVRO» COM RECORTES DE JORNAL (1946-1987)
«Livro» de encadernação oblonga caseira, com capa de tecido e cerca de 180 folhas (31 x 22 cm), 130 delas preenchidas com recortes apenas de um lado, as restantes ainda por usar. Alguns recortes soltos, por colar. Pequenas marcas de bicho do papel no miolo.
Compilação de recortes de vários jornais, principalmente do DIÁRIO POPULAR e do DIÁRIO DE NOTÍCIAS, na sua maioria das secções mais ligeiras do jornal, localizadas próximo das tiras diárias de banda-desenha, das palavras cruzadas e da astrologia, ou muitas vezes usadas para preencher espaços vazios entre artigos e publicidade. São maioritariamente curiosidades sociais, apontamentos biográficos, anedotas históricas e conhecimentos de algibeira, com destaque para séries com nomes como «Extravagâncias dos Grandes Homens», «Talvez lhe Interesse Saber», «Sabia Porventura que», «Acredite se Quiser», «Pode Crer que é Verdade», «Parece Mentira», «Feitos e Ditos Exemplares», «Frases Célebres da Nossa História» ou «Poeira da História».
A panóplia de temas recolhidos é imensa, desde o casamento de Salazar refutado por Franco Nogueira até à brevíssima história do lenço, incluindo a história breve do chapéu alto; o simbolismo do anel; a velocidade dos peixes; animais que não bebem água; o bebé mais gordo do mundo; o significado dos nomes das nações; ou as origens dos nomes das moedas. Quase nenhum dos textos está assinado, embora se localizem artigos de José da Silva, Bernardo Quintela ou Helena de Aragão.
Segundo apontamentos por vezes manuscritos na frente ou no verso de cada recorte, os mais antigos datam de 1946 e os mais recentes de 1987, havendo datações de todas as décadas intermédias. Artigos publicados com 30 ou 40 anos de distância coexistem frequentemente na mesma página, por similaridade temática ou outra não facilmente destrinçável.
Objecto invulgar e curioso.
Preço: 30 euros.





Les Pyrénées
[06Ago09]






«Caderno» de promoção turística à região dos Pirinéus, textos em francês de Louis Bertrand (da Academia Francesa), e de Pierre de Gorsse (autor de uma vasta monografia sobre a região). Ilustrada com desenhos (assinados «Havas») e fotografias. Pela estética parece anos 40/50. 26 páginas. 21 x 26,5 cm. /// Publié sous le patronage de la Conférence Pyrénéenne de Liaison des Comités Régionaux de Tourisme de Toulouse, Bayonne, Montpellier, avec le concours du Ministére des Travaux Publics, des Transports et du Tourisme, Commissariat Général au Tourisme. /// Preço: 10 euros.
um passe de imprensa de 1924
[14Out08]

Com a chancela da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o passe de imprensa n.º 353 (ou 359, está sumido o número), relativo ao ano de 1924, para João Herculano Pereira, na altura redactor do Correio da Noite, mais tarde director do ABC. Com foto do jovem jornalista Herculano Pereira, selo branco e carimbo-assinatura do comissário geral da polícia. Gasto nas orlas. 7,5cm x 9,5cm. Preço: 12 euros.

Cartão pessoal do empressário de cinema Vicente Alcântara, posterior a 1949, com belíssimas fontes tipográficas (a azul) da época e uma mensagem pessoal, no verso, dirigida ao cineasta Baptista Rosa, com o seguinte texto:
Preciso hoje 5.ª feira sem falta o texto, para domingo até às 5 horas.
Vicente Alcântara foi um empresário de cinema activo principalmente no 2.º quartel do século XX, melhor dizendo no período em que o cinema passou de mudo a sonoro, e do preto e branco à cor. Sócio-gerente da firma FILMES ALCÂNTARA, foi empresário do cinema Odeon desde 1937, ao qual juntou os cinemas Palácio e Royal a partir de 1949, tendo sido um dos responsáveis por introduzir nas salas de cinema portuguesas filmes de cariz popular, como os melodramas e musicais de línguas latinas. Em 1921, num famoso rasgo de génio e ainda no tempo do cinema mudo, foi o primeiro empresário, em sociedade com Artur Emauz, a contratar ALFREDO MARCENEIRO. No contrato ficou estabelecido que Marceneiro cantaria nos intervalos das sessões do cinema CHIADO TERRASSE, e ao que se sabe, tanto o fadista como as sessões do cinema saíram extremamente beneficiados, em termos de fama e público.
Medidas do cartão: 14x8cm. Preço: 10 euros.































