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AS VELHACARIAS DE SCAPIN
MOLIÉRE
Comédia. Tradução de Leopoldo de Araújo. 88 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 2, da Editora Contraponto de Luiz Pacheco, Lisboa, [1956].
Preço: 12 euros.
CASTRO
ANTÓNIO FERREIRA
Tragédia. 64 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 3, da Editora Contraponto, Lisboa, [1957].
Preço: 12 euros.
O MENTIROSO
CARLO GOLDONI
Comédia. Prefácios do actor Rogério Paulo e do encenador Gino Saviotti. Tradução de Grazia Maria Saviotti. 79 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 5, da Editora Contraponto, Lisboa, [1959].
Preço: 12 euros.
A CANTORA CARECA
EUGÈNE IONESCO
Anti-peça. Com prefácio e tradução de Luís de Lima, introdução de Luiz Francisco Rebello e epitáfio de João Gaspar Simões. 46 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 8, da Editora Contraponto, Lisboa, [196-].
Preço: 12 euros.
FALAR VERDADE A MENTIR
ALMEIDA GARRETT
Comédia. Com prefácio de António Valdemar e apresentação de Pedro Bom. 88 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 13, da Editora Contraponto, Lisboa, [1961].
Preço: 12 euros.
O MORGADO DE FAFE EM LISBOA
CAMILO CASTELO BRANCO
Prefácios de Jorge de Sena e Andrée Crabbé Rocha. Desenhos de Mário Alberto. 57 páginas. 11 x 17 cm. Colecção Teatro no Bolso, n.º 14, da Editora Contraponto, Lisboa, [1961].
Preço: 12 euros.
D. JOÃO DA CÂMARA E OS CAMINHOS DO TEATRO PORTUGUÊS
LUÍS FRANCISCO REBELLO
Ensaio. 40 páginas. 11 x 17cm. Colecção Teatro no Bolso, N.º 15, da Editora Contraponto, [1961].
Preço: 12 euros.
Com anotações de Camillo
[03Jan12]
JESUS CHRISTO PERANTE O SÉCULO
OU NOVOS TESTEMUNHOS DAS SCIENCIAS EM ABONO DO CATHOLICISMO
ROSELLY DE LORGUES
3.ª versão em portuguez sobre a 15.ª edição de Paris, annotada por Camillo Castello Branco. xvi-353-(2) páginas, com as anotações de Camillo no final da obra, entre as páginas 297 e 353. Encadernação com lombada em pele, manuseada e com pequenos defeitos mas sólida. Miolo aparado, e sem capas de brochura, no geral limpo, apresentando no rosto uma mancha amarela, visível na fotografia, que não repassa para as páginas seguintes. 13 x 20 cm. Ilustrado com uma estampa a par do rosto, e algumas vinhetas. Porto: F.G. da Fonseca, [1863].
Preço: 25 euros.
entre herculanistas
[31Ago11]


OS MORTOS FALAM
ARTUR PORTELA
Exemplar invulgarmente assinado pelo autor para o escritor Carlos Portugal Ribeiro, autor de uma celebrada biografia de Alexandre Herculano, e considerado por Artur Portela «o melhor herculanista do nosso tempo». Uma obra com capítulos dedicados a Herculano, D. Carlos, Camilo, D. Dinis, António Enes, Mariano de Carvalho, Fialho de Almeida, Eça de Queirós, Marquês de Pombal, D. Pedro V, etc.
1.ª edição. 194 páginas. 13 x 19 cm. Lombada com falhas de papel, e capa com um vinco no canto superior direito — ambos os defeitos visíveis nas fotografias. Miolo muito limpo. Lisboa: Editorial Inquérito, 1943.
Preço: 20 euros.
António Manuel COUTO VIANA
[17Ago11]

VOO DOMÉSTICO
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Poemas. Primeira edição. 72+(4) páginas. 13,5 x 20,5 cm. Assinatura de posse no rosto. Colecção Licorne, n.º 10, da editora Arcádia, Lisboa, Abril de 1978.
Preço: 15 euros.

AS (E)VOCAÇÕES LITERÁRIAS
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Crónicas, «memórias e esboços de estudos literários», anteriormente publicados em jornais e revistas, sobre autores com os quais Couto Viana conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:
Afonso Lopes Vieira, Alberto d’Oliveira, Alfredo Pimenta, Alfredo Serrano, Álvaro Benamor, Américo Cortez Pinto, António Alves Martins, António Corrêa d’Oliveira, António Patrício, Augusto Lima, Azinhal Abelho, Blanco-Amor, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ernesto Sardinha, João de Deus, Francisco de Almeida, João da Rocha, João Verde, José de Almada Negreiros, José Bruges, José Régio, Júlio Brandão, Manuel Lereno, Odylo Costa, Filho, Teixeira de Pascoaes, Teófilo Carneiro, Vasco de Lima Couto e Vitorino Nemésio.
O livro termina com alguns textos mais generalistas: Cancioneiros Galantes, A Poesia Viaja de Comboio, Os Poetas e o Comércio, Poesia Militante, A Sátira à Política na Poesia Portuguesa, e Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa.
255 páginas. 15 x 21 cm. Edição do autor, Lisboa, 1980. Excelente exemplar.
Preço: 12 euros.

PONTO DE NÃO-REGRESSO
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Poemas datados 1977-1980, antecedidos por um estudo de cerca de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. Capa de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. 115 páginas. 15 x 21 cm. Tiragem de 500 exemplares. Impecável estado de conservação. Braga: Editora Pax, 1982.
Preço: 12 euros.

SOU QUEM FUI
Antologia Poética
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Primeira edição. Com uma nota prévia do autor, escrita por ocasião dos 50 anos de poesia (1948-1998). Posfácio de JOÃO BIGOTTE CHORÃO. Na colecção Poesia, fundada por Luís de Montalvor. Capa com um desenho de Almada Negreiros. 193 páginas. 13,5 x 20 cm. Lisboa: Edições Ática, 2000.
Preço: 15 euros.


AS “FUNÇÕES” PATRIÓTICAS DO ABADE DE LOBRIGOS
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Separata de Estudos Regionais, vol. 18. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 1997. 12 páginas. 17 x 23 cm. Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos.
Preço: 15 euros.

UM PASSEIO CULTURAL NA POESIA DE ANTÓNIO FERREIRA
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Palestra proferida em 2 de Março de 1996 na Sede da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Ilustrado com fotografias. Lisboa: Casa do Concelho de Ponte de Lima, 1996. Ilustrado. 32 páginas. 16 x 23 cm.
Preço: 10 euros.

VIANA NA POESIA DE MARIA MANUELA COUTO VIANA
ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
Retrato da poetisa por Carlos Carneiro. Separata de Estudos Regionais, vol. 21. Autografado com dedicatória do autor ao poeta minhoto João Marcos. 16 páginas. 17 x 23 cm. Viana do Castelo: Centro de Estudos Regionais, 2000.
Preço: 15 euros.
PRIMEIRA AVENTURA NO MUNDO
das MEDIDAS e dos NÚMEROS
Texto de ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA sobre documentação de T. Thoburn e E. Clark. Ilustrações de J. Kaufman e J. P. Miller. Cartonado. Manuseado. 62 páginas. Formato oblongo: 26,5 x 19,5 cm. Lisboa: Verbo, [s.d.].
Preço: 10 euros.

PRIMEIRA AVENTURA NO MUNDO
da FANTASIA
Texto de ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA sobre documentação reunida por J. Jasper Turner e L. B. Jacobs. Cartonado. Manuseado (e com um pequeno defeito na última página). 62 páginas. Formato oblongo: 26,5 x 19,5 cm. Lisboa: Verbo, [s.d.].
Preço: 5 euros.
4 obras de Jacinto do Prado Coelho
[13Mar10]
DIVERSIDADE E UNIDADE EM FERNANDO PESSOA, por Jacinto do PRADO COELHO. /// Dissertação apresentada em concurso para Professor Extraordinário de Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, 1949. /// 126 páginas. 18 x 25 cm. Meia-encadernação de pele com cantos, e algum cansaço. Lombada com 4 nervos, gravada a ouro. Interior impecável. /// Preço: 40 euros. Leia o resto deste artigo »
Camilo na TV
[30Mai09]
Hoje no EXPRESSO, na sua coluna «Ao Pé da Letra», António Guerreiro destaca uma nova abordagem da Difel ao universo de Camilo, mais próxima do “modelo telenovela”.
Nada que se compare àquele Eça de há 25 anos (erotismo nórdico meets praia de Albufeira), ou mesmo a um Camilo de 1979, relançado com sobrecapa pela Parceria A. M. Pereira:


O ALFARRABISTA MANUEL DOS SANTOS, por João Paulo Freire (Mário):
Aquêle Manuel dos Santos que acompanhámos ao cemitério, merece bem duas palavras de necrologia. Êle foi o mais completo expoente do que é e do que pode ser uma vocação, porque, de ofício bem diferente, como seu irmão José, ambos se lançaram à vida de livreiros-alfarrabistas, ali em baixo ao fundo dos Paulistas, na mesma acanhada baiúca onde hoje pontifica José dos Santos.
Ali começou para os dois o comércio do livro raro e do livro usado. Do livro que já se não quere e do livro que ansiosamente se procura. Um dia o Manuel separou-se do irmão e veio para a esquina da Bica, já livreiro lançado, e uma que outra vez livreiro-editor, em assuntos camilianos. Foi o Manuel dos Santos que me editou, em 1917, A Campanha da Lápide, como cinco anos depois editava, a Alberto Pimentel, O Torturado de Seide.
Como livreiro, Manuel dos Santos foi dos mais arrojados do seu tempo. Pode afirmar-se que fêz o que se chama uma revolução no mercado do livro antigo. E sem ter fundos conhecimentos, quási sem base própria, era tal a sua vocação e a sua fôrça de vontade, que muitas vezes supria pela audácia inteligente a sua impreparação.
Deixa uma vasta obra de catalogação bibliográfica, obra importante, de admirável documentação, por cujas páginas passa o que temos de melhor na bibliografia portuguesa.
Como livreiro camilista, Manuel dos Santos, não só criou, a seis anos do centenário, o gôsto e a procura pelas raridades de Camilo, como, tornando-se o seu comentador bibliográfico, nos deixou a melhor, a mais completa e a mais interessante de tôdas as documentações que no género têmos sobre Camilo. São dois volumes e um tômo, já hoje raros, estimados e valorizados no mercado livreiro.
Na sua pequena loja, hoje muito desfalcada, havia, ainda não há muito, verdadeiras preciosidades que êle vendeu, principalmente para a Inglaterra e para o Brasil, e, pode afirmar-se que, tirando seu irmão José, tinha, como livreiro, a mais preciosa de tôdas as camilianas que eu conheço.
Activo, enérgico, trabalhador, morre na fôrça da vida, um rapaz ainda, quando precisamente os seus conhecimentos adquiridos o começavam a impôr como um valor na difícil e complicada ciência de conhecer os livros.
De bem conhecer, de bem os comprar, e de melhor os vender…
Tinha admiráveis qualidades como cidadão, e era, no meio livresco lisboeta, uma figura interessante que se impunha, pela sua lealdade, pela sua bondade, e para nós jornalistas pela amizade que a quási todos dispensava, amizade cheia de franqueza, amizade de quem percebia, por um fino espírito de subconsciência, que, jornalistas e livreiros, são duas classes afins.
Pobre Manuel dos Santos!
Ainda há meia dúzia de dias êle me dizia, brincalhão e alegre, referindo-se ao seu leilão marcado para ontem:
- Vê lá, não faltes. Olha que tens lá pechinchas!
Não faltes… Sim. Eu não faltei. Êle coitado é que não presidiu à venda dessas pechinchas.
Veio a morte [8 de Janeiro de 1922] antes de tempo e fechou-se a última folha dêste safado livro da vida que todos nós vamos agora lendo, parece que em 2.ª mão…
Que descanse em paz, o pobre Manuel dos Santos.
—————————————-
«O Alfarrabista Manuel dos Santos» in João Paulo Freire (Mário), TÔRRE DO TOMBO… Crónicas Dispersas, Lisboa: Edição do Autor, 1937.
António Manuel Couto Viana
[11Dez07]
Na sequência de Coração Arquivista (1977), um título feliz para qualquer bibliófilo, António Manuel Couto Viana publicou, em 1980, As (e)vocações Literárias, onde reuniu novamente uma série de crónicas ou «memórias e esboços de estudos literários» anteriormente publicadas em jornais e revistas sobre autores com os quais conviveu ou sentiu afinidades literárias, dando primazia aos poetas:
- Afonso Lopes Vieira
- Alberto d’Oliveira
- Alfredo Pimenta
- Alfredo Serrano
- Álvaro Benamor
- Américo Cortez Pinto
- António Alves Martins
- António Corrêa d’Oliveira
- António Patrício
- Augusto Lima
- Azinhal Abelho
- Blanco-Amor
- Camilo Castelo Branco
- Eça de Queiroz
- Ernesto Sardinha
- João de Deus e Francisco de Almeida
- João da Rocha
- João Verde
- José de Almada Negreiros
- José Bruges
- José Régio
- Júlio Brandão
- Manuel Lereno
- Odylo Costa, Filho
- Teixeira de Pascoaes
- Teófilo Carneiro
- Vasco de Lima Couto
- Vitorino Nemésio
[… e terminando o volume com alguns textos menos personalizados:]
- Cancioneiros Galantes
- A Poesia Viaja de Comboio
- Os Poetas e o Comércio
- Poesia Militante
- A Sátira à Política na Poesia Portuguesa
- Queixas contra a Inglaterra na Poesia Portuguesa
Se já em Coração Arquivista se tinha debruçado sobre Almada Negreiros (ler aqui), a história que conta n’As (e)vocações Literárias repesca, além de referências ao contexto em que o artista parte para Paris em 1919, os desagradáveis comentários com que Mário Saa, na sua acintosa obra A Invasão dos Judeus, brindou Almada: «um estômago judaico-africano a digerir influências francesas». Suprema afronta: além de judeu, também africano… Sim, porque para Mário Saa, e citando Couto Viana dada a inacessibilidade da obra em questão, «o judeu é o único indivíduo (não sei porque natureza excepcional) capaz de nutrir rancor ao militarismo». Vai daí, Couto Viana termina esta crónica, em que se debruça superficialmente sobre as contradições do pensamento nacionalista de Almada Negreiros, com a reprodução de uma Chanson Patriotique, composta pelo artista em Paris, 1919:
CHANSON PATRIOTIQUE
(Temps de marche militaire
aux femmes de mon pays)
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
de celle qui plaît a Dieu
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
faire de la vraie sculpture
comme la font les vrais animaux
O femmes venez venez
O femmes venez toutes
Femmes n’oubliez pas
que vous êtes les seules machines
pour faire des soldats!
Ainda sobre Almada, e como apronfudamento de ambas as crónicas de Couto Viana, leia-se a célebre entrevista ao programa Zip-Zip, em 1970, e uma carta inédita, datada de Paris, 1919.

A segunda obra de António Manuel Couto Viana da qual possuímos alguns exemplares é um livro de poesia, Ponto de Não Regresso (poemas datados 1977-1980, obra publicada em 1982), que ainda conserva a cinta original, como se pode ver na imagem. Os poemas são antecedidos por um ensaio de cerca de 15 páginas da autoria de Franco Nogueira. A capa é de Vítor Luís, com um desenho de Juan Soutullo. O livro termina com uma «Súbita Vaidade»:
Detrás das palavras gastas,
Há um ímpeto criador:
Ó leitor que me afastas,
Deves ler-me outra vez, lerás melhor.
Dei sinais, dei avisos, dei memória
Não só de mim.
Poesia transitória?
Quem o disse morreu antes de ver-lhe o fim.
Juntai nova semente aos velhos grãos
De terra fértil, que reguei com pranto.
E recebi, depois, nas próprias mãos,
O fruto acre do meu canto.
Mas se alguém o comer (e a fome é certa!)
Há-de encontrar-lhe um funde de doçura:
O coração atento, a alma aberta
Ao amor e à procura.
Não, não secou ou amornou a fonte
Que em cada livro meu, quente, fluía!
- É estéril e seco o horizonte
De quem ignora a minha poesia!
Refira-se, para terminar, que nem um nem outro livro conheceram 2.ª edição, e que tiveram tiragens de 1000 exemplares (ensaio) e 500 exemplares (poesia).
Exemplares em óptimo estado de conservação.
Preço: 12 euros (cada).





























