SIGILLA COMITUM FLANDRIAE ET INSCRIPTIONES DIPLOMATUM

GENEALOGIA COMITUM FLANDRIAE

HISTORIAE COMITUM FLANDRIAE


OLIVARIUS VREDIUS


Olivarius / Olivario / Olivari / Oliverio
Olivier De Wree

De Vree / De Vrée /De Vrede / Vredi / Vredio / Vredius


Colecção original das 3 principais obras de Olivarius Vredius (Bruges, 1596 – 1652), poeta, humanista, historiador, jurisconsulto, filólogo, numismata e editor flamengo, um dos mais importantes estudiosos das antigas línguas germânicas dos Países Baixos, autor em pouco mais de uma década (1639-1652) deste trabalho valiosíssimo de condensação e iconografia histórica flamenga e europeia, que perdurou como referência nos últimos 350 anos:

  • SIGILLA COMITUM FLANDRIAE ET INSCRIPTIONES DIPLOMATUM Ab Iis Editorum Cum Expositione Historica. 1639.
  • GENEALOGIA COMITUM FLANDRIAE, A Balduino Ferreo Usque Ad Philippum IV, Hispaniae Tegem. 1642-43.
  • HISTORIAE COMITUM FLANDRIAE. 1650-1652.

Trata-se de um conjunto importante para a História de Portugal para a História de Espanha, pois era rei da Flandres, aquando da publicação, Filipe IV de Espanha, III de Portugal, a quem os títulos são dedicados. Pese embora a Restauração da coroa portuguesa, com lugar no intervalo de tempo entre o primeiro e o último volume publicado, a genealogia e iconografia dos Filipes de Espanha são parte inegável da História portuguesa desse tempo. E devidamente assinalados no texto, encontram-se os registos dos diversos portugueses que tomaram parte em casamentos e descendências da Casa de Habsburgo.

As obras foram ricamente ilustradas por quatro gravadores de Bruges: Samuel Lommelin e o seu filho Adrian (mais tarde gravador oficial de Rubens e Van Dyck), e Franciscus Schelhaur e o seu filho homónimo. Segundo Philip Bertram Murray Allan, houve uma rápida deterioração das lâminas durante a impressão, causando grande disparidade na clareza das imagens entre os primeiros e os últimos exemplares impressos. Desse modo, as primeiras cópias (como é o caso desta) tornaram-se muito valorizadas.

A distribuição dos títulos pelos quatro volumes é a seguinte:

—– Volume I —–

GENEALOGIA COMITUM FLANDRIAE, a Balduino Ferreo usque ad Philippum IV. Hisp. Regem. Variis sigillorum figuris repraesentata, atque in viginti duas tabulas divisa, quae diplomatibus, seriptisue antiquis, aut coaetaneis comprobantur. Auctore OLIVARIO VREDIO, I. C. Brugensi. Opus omnibus Historiis ac Genealogiis utilissimum; Vix enim ulla est orbe Christiano praeclara Nobilitas, quin ex aliquo Comitum Flandriae sit oriunda, atque ita geniu suum ad Carolum Magnum referre possit. Brugis Flandrorum: Kerchovios, 1642.

Com uma primeira parte essencialmente gráfica (retrato do autor, rosto adornado com uma gravura de Filipe IV e dezenas de gravuras representando brasões e selos familiares) de [14]+170 páginas, anotada e corrigida manualmente. Seguida de PROBATIONES GENEALOGIAE FLANDRICAE, com 414 páginas.

—– Volume II —–

GENEALOGIA COMITUM FLANDRIAE, PARS SECUNDA. Contines Probationes XII. posteriorum tabularum, quibus, praeter alia stemmata, elucidantur: BURGUNDICUM ET AUSTRIACUM. Auctore OLIVARIO VREDIO, I. C. Brugensi. Brugis Flandrorum: Kerchovios, 1643.

Contém as [8]+496+[2] páginas da segunda parte da GENEALOGIA, igualmente ilustradas no rosto com uma representação de Filipe IV e, numa outra página, o retrato do autor. Uma ou outra página com marcas de restauro contemporâneas. Segue-se, no mesmo volume, a primeira parte de:

HISTORIAE COMITUM FLANDRIAE. Libri Prodromi Duo. Quid Comes? Quid Flandria? Auctore Olivario Vredio, I. C. Brugensi. Brugis: Kerchovios, 1650.

PARS PRIMA. FLANDRIA ETHNICA a Primo Consulatu Caj. Jul. Caesaris usque ad Clodovaeum Primum Francorum Regem Christianum per DLIV annos. Liber Prodromus de Officio Ac Dignitate Comitis Apud Ethnicos Romanos, Gothos, Francos.

Portada ricamente decorada com desenho alegórico, visível numa das fotografias. 110+[3] páginas.

—– Volume III —–

HISTORIAE COMITUM FLANDRIAE. Libri Prodromus Alter. FLANDRIA VETUS SIUE ETHNICA dicta PRIMA FRANCIA. Ad Consules et Senatores Perpetuos Terrae Francae in Flandria. Brugis: Lucam Kerchovium, 1650.

A segunda parte da HISTORIAE. [14]+692+[4]+LXXX+[26] páginas. Portada ilustrada. Capitulares floreadas. Vastos índices no final. Algumas anotações manuscritas enriquecem o texto. Com um mapa dos reinos Francos, bem como gravuras de muralhas fortificadas, ou de altares romanos dedicados à devoção da deusa Nehellennia, da autoria de autoria de Joh. De Mel, Brugges, 1647.

—– Volume IV —–

SIGILLA COMITUM FLANDRIAE ET INSCRIPTIONES DIPLOMATUM Ab Iis Editorum Cum Expositione Historica. [Auctore:] Olivari Vredi Iuri-Consulti Brug. Ex quibus apparet, quit Comitibus Flandriae accesserit, decesse ritue, & quâ ratione Hispaniarum, aliaq Regna, nec non Septemdecim Belgii, caeteraeq, Provinciae, ad PHILIPPUM MAGNUM IV. HISPANIARUM REGEM, sint devolutae. Brugis Flandrorum: Kerchovium, 1639.

[14]+308+[94] páginas. Uma magnífica obra de referência para a sigilografia europeia. Ilustrada com 310 gravuras, na sua maioria de sigilla (um certo tipo de grandes selos oficiais de nobreza), mas também brazões, árvores genealógicas e um mapa da Flandres desdobrável e em excelente estado de conservação.

Seguida da rara 2.ª parte da HISTORIAE, em curso de impressão aquando da morte do autor, e cujo grosso da edição se dispersou (conferir Brunet, vol. V, 1864, cols. 1385-1386):

HISTORIAE FLANDRIAE CHRISTIANAE. Ab Anno Christi 500. Clodovaei I. Francorum Regis XVI. Usque Ad Annum 767. Pepin Regis Franc. XVI. Auctore Oliverio Vredio I. C. Brugensi. Brugis Flandrorum: Typis Petri Van Pee, [1652].

E é aqui, nas duas metades da segunda parte da HISTORIAE (volumes III e IV do conjunto), que Vredius cumpre um dos seus trabalhos mais meritórios, o de provar a filiação da língua neerlandesa e do respectivo dialecto flamengo, acompanhados de glossário, na família das antigas línguas germânicas, após o estudo dos flamengos como descendentes directos dos antigos Francos.

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Trata-se, pois, de um conjunto seiscentista raro, quando assim uniforme, completo e preservado, muito valorizado por algumas anotações manuscritas (infelizmente não datáveis), concisas e ordenadas, que ora identificam sigilla, ora traduzem textos de grego para latim, ou até remetem para uma dada obra que refere determinado assunto em questão. Igualmente valorizado pela inserção no texto de algumas erratas e novas gravuras, por certo retiradas de uma edição francesa posterior, como foi o caso de La Genealogie des comtes de Flandres [...], logo em 1642.

Encadernações da época, em carneira, com ligeiros defeitos nas extremidades, de somenos importância perante o bom estado geral do conjunto. Lombadas gravadas a ouro, ricamente decoradas com 6 nervos, florões e rótulos de marroquim. Miolo aparado, muito limpo e fresco. Cortes carminados. Seixas decoradas. In-folios de 21 x 32 cm, perfazendo as quatro lombadas 20 cm de estante.

PEÇA DE COLECÇÃO.

Preço: 2850 euros.


OPERAÇÃO 1

[13Ago11]


OPERAÇÃO 1


Organização de

E. M. DE MELO E CASTRO


Capas de JOÃO VIEIRA, diferentes para cada um dos 100 exemplares da tiragem original, feitas a partir de cartões dos moldes das rotativas do Diário de Notícias.

Colaboração de ANA HATHERLY (8 fases de desenvolvimento e 1 ideograma de um alfabeto estrutural), ANTÓNIO ARAGÃO (2 cartazes), JOSÉ ALBERTO MARQUES (9 homeóstatos), E. M. DE MELO E CASTRO (10 sintagmas divididos por 3 folhas) e PEDRO XISTO (epitaphalamia).

Caixa de cartão contém 28 cartolinas de 34 x 50 cm, que seriam incluídas numa exposição-performance na Galeria Quadrante que, nas palavras de Daniel Pires, constituiu uma «experiência inédita no panorama artístico-literário português, conciliando a inovação e o experimentalismo no domínio poético e plástico».

Peça importante na história da poesia experimental portuguesa.

Preço: 350 euros.


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fora de comércio

[13Ago11]


VENEZA DE VISTA E OUVIDO


LÉLIA COELHO FROTA


Exemplar n.º 84 de uma tiragem única de 100 exemplares numerados e assinados pela autora, fora de mercado, para oferta a amigos. Edição bilingue, com tradução italiana de Luciana Stegagno Picchio. Prefácio de Alexandre Eulálio. Vinhetas de Maria Leontina. Projecto gráfico de Cecília Jucá de Holanda. 46 páginas. 12x16cm. Rio de Janeiro, 1986.

Acabado de imprimir a 11 de Julho de 1986, data do 48.º aniversário de Lélia Coelho Frota. Autografado (e emendado) pela autora com dedicatória à poetisa e tradutora Maria da Saudade Cortesão, esposa do poeta Murillo Mendes.

Lélia Coelho Frota, historiadora de arte e especialista em cultura popular brasileira, foi curadora da representação brasileira nas Bienais de Veneza de 1978 e 1988, a primeira das quais corresponde à data em que este conjunto de poemas foi escrito.

Preço: 45 euros.


Informação complementar:
  • Antologia de poemas por António Miranda, aqui.
  • O exemplar n.º 21 de Veneza de Vista e Ouvido foi oferecido ao escritor brasileiro Lázaro Barreto (aqui).


PROJET DE RÉFORME PARLEMENTAIRE ÉLECTORALE

ADRESSÉ A L’ASSEMBLÉE NATIONALE LÉGISLATIVE DE LA FRANCE

LUCIANO LOPES PEREIRA


Resumido da seguinte forma no rosto: Organisation législative intégrale (A bas les monocéphalies et bicéphalies législatives); Representation des classes (A bas l’absurde représentation des localités); Hiérarchie des capacités (A bas les capacités improvisées); Système des candidatures (A bas la duperie électorale).

Encadernação da época, com desgaste superficial. 20 páginas. 17 x 25 cm. Rio de Janeiro: Typographia Franceza, 1849./// Autografado pelo autor, docteur de la faculté de médecine de Paris, para «o distinto historiador Alexandre Herculano».

Preço: 50 euros.



PALAVRAS CYNICAS


ALBINO FORJAZ DE SAMPAYO


Rara primeira edição, datada de 1905, e que segundo a lenda foi reeditada quarenta e seis vezes durante o tempo de vida do seu autor (a mais recente edição portuguesa é da Guerra & Paz). /// Exemplar em óptimo estado de conservação. Com uma assinatura de posse (na capa), do escritor Carlos Portugal Ribeiro, datada de 1910, mas também um selo da biblioteca deste escritor no ante-rosto, e um carimbo com o seu nome, no rosto. Todos eles bastante inócuos, e acrescentando mesmo alguma invulgaridade ao objecto. 136 páginas. 12 x 19 cm. Lisboa: Livraria Editora Viúva Tavares Cardoso, 1905.

Preço: 60 euros.



POESIAS DISPERSAS


GUERRA JUNQUEIRO


Raro exemplar autografado pelo autor, cordialmente oferecido à redacção do jornal A OPINIÃO. /// Último livro de poesia do autor. 186 páginas. 12 x 19 cm. Porto: Livraria Chardron, 1920. /// Capa com mancha de humidade no topo. Miolo impecável.

Preço: 140 euros.


 

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A Voz do Propheta é a primeira publicação de Alexandre Herculano (1810-1877) a ter impacto, e consequências, públicas. Texto de cariz político e religioso, foi publicado anonimamente, como defesa do cartismo, a pretexto da abolição da Carta Constitucional pelos Setembristas. Herculano, que havia jurado fidelidade à Carta, pedira a demissão do cargo que ocupava como bibliotecário, no Porto, e partiu para Lisboa, onde faz publicar o opúsculo.

Data de Novembro de 1836 a primeira série d’A Voz do Propheta, e em Fevereiro do ano seguinte sai a segunda série. Apesar de partilharem título e temática, são duas publicações distintas e independentes uma da outra, bastante raras em primeira edição.

Na sua forma e estilo, segundo os historiadores sclabitanos Jorge Custódio e José Manuel Garcia explicam na introdução à edição crítica dos Opúsculos de Herculano, foram textos inspirados numa obra de Lamennais:

Regressando a Lisboa e desejando atacar violentamente a situação dominante, [Herculano] decidiu-se a redigir uma obra contundente, e que pudesse alcançar um sucesso idêntico ao que Paroles d’Un Croyant, de Lamennais, tivera em França dois anos antes. Esta, escrita em estilo bíblico, defendia ideais democráticos e fora objecto de duas traduções portuguesas em 1836, uma das quais de António Feliciano de Castilho, que para ela escreveu um prefácio datado de 1835. Mas se as Paroles d’Un Croyant são a fonte mais próxima de inspiração de Herculano, por sua vez este dá à sua obra uma caracterização própria e um sentido contrário, defendendo a Carta Constitucional de uma forma exacerbada contra as atitudes das massas populares que participaram na revolução de Setembro.

A Voz do Propheta é, para lá de um documento vincadamente caracterizado pelo seu espírito político e de combate ideológico, a expressão do Romantismo de Herculano através de uma forma egocêntrica e aceitando o cristianismo como uma religião que corresponde às necessidades do homem.

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Esta é a primeira edição da segunda série d’A Voz do Propheta:

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A VOZ DO PROPHETA. Segunda Série, Lisboa: na Typografia Patriótica, de C. J. da Silva e Comp.ª, 1837. /// 13 x 19 cm. Com capas de brochura (e ainda atado com o cordel oitocentista). 32 páginas. Bom estado (picos de humidade limitados à primeira e última páginas). /// Raro. /// Preço: 160 euros.

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Os opúsculos de Alexandre Herculano ocupam um lugar importante na sua obra, e ajudam a perceber como ele se foi posicionando perante a política, a sociedade, a cultura e as instituições do seu tempo, ao longo da sua vida pública. Como é sabido, o autor isolou-se do mundo numa quinta em Vale de Lobos (donde lhe veio a alcunha de «Lobo do Vale»), em 1867, tendo-se dedicado à agricultura e à produção de azeite (o «Azeite Herculano» foi premiado na Exposição Universal de Paris de 1876).

Ramalho Ortigão, ao escrever-lhe o obituário, em 1877 — publicado no volume III das Farpas —, afirma que Herculano estava “morto” desde 1867, ano em que resolveu partir-para-não-voltar de Vale de Lobos:

O dia do nosso grande luto nacional não é aquele em que expirou o solitário ilustre, mas sim aquele em que deixou de existir para o vertiginoso bulício da vida pública o ardente escritor, que no seio da multidão flutuante, estrepitosa, leviana, indiferente, pérfida, traiçoeira, ingrata, lançava às praças e às ruas públicas, lamacentas e sórdidas, as suas ideias de cada dia, nobres, castas, desinteressadas, aladas pelo alfabeto tipográfico, adejando sobre as imundícies e sobre as dejecções da cidade, como douradas abelhas impolutas, que vão de alma em alma sacudindo das asas luminosas em pólen diamantino a divina verdade.

Nesses primeiros anos de vida agrícola, o grande historiador foi várias vezes desafiado pelos seus editores, os Bertrand, a coligir e reeditar os numerosos opúsculos que fora publicando desde 1836. O autor acedeu, no início da década de 70, e finalmente em 1873 lá veio a lume o primeiro volume, rapidamente esgotado. A edição constaria de dez volumes, mas apenas os três primeiros preparados por Herculano, sendo os restantes sete póstumos (o último data de 1908).

A Biblioteca Nacional tem a primeira edição dos Opúsculos (bem) digitalizada e acessível online, mas não só: estão lá também, integralmente disponíveis online, a incontornável História de Portugal, as Lendas e Narrativas, o Eurico, o Presbítero, e a História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, entre outros (total de 12 títulos). Consulte-se a lista completa aqui.

É curioso, por exemplo, cotejar a primeira edição d’A Voz do Propheta, com a que Herculano preparou para os Opúsculos (conferir a partir da página 77 do primeiro volume), 37 anos depois. Há pequenas alterações estilísticas, visíveis logo nos primeiros parágrafos:

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1837:

Lisboa, Cidade de marmore e de granito, rainha do oceano, tu és a mais formosa entre as cidades do mundo. /// A brisa, que varre os teus outeiros, é pura como o céu azul, que se espelha no teu amplo porto, semelhante a um grande mar.

1873:

Lisboa, cidade de marmore, rainha do oceano, tu és a mais formosa entre as cidades do mundo. /// A brisa que varre os teus outeiros é pura como o céu azul, que se espelha no teu amplo porto, semelhante a grande mar.

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Os Opúsculos em 10 volumes foram inúmeras vezes reeditados, tais como as restantes obras de Herculano, pela sua editora de sempre (Bertrand) até 1982, ano em que a obra entrou no domínio público. Nesse ano, a Editorial Presença iniciou a publicação de uma edição crítica dos Opúsculos, da autoria dos já citados Jorge Custódio e José Manuel Garcia, pensada para condensar os 10 volumes da edição Bertrand em apenas cinco, aos quais se acrescentariam outros três que reuniriam artigos dispersos por jornais e revistas, polémicas, inéditos e esparsos, tais como os Estudos Sobre o Casamento Civil (volume VI). Desses oito volumes planeados, só seis foram publicados, e é de assinalar que hoje, no site da Editorial Presença, não haja uma única referência nem a Herculano nem aos seus Opúsculos, há muito esgotados:

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Com a chancela da Polícia de Segurança Pública de Lisboa, o passe de imprensa n.º 353 (ou 359, está sumido o número), relativo ao ano de 1924, para João Herculano Pereira, na altura redactor do Correio da Noite, mais tarde director do ABC. Com foto do jovem jornalista Herculano Pereira, selo branco e carimbo-assinatura do comissário geral da polícia. Gasto nas orlas. 7,5cm x 9,5cm. Preço: 12 euros.

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